"Embaraçados, estranhos, sinceros

Versos livres

Versos de um coração quente

Ou frutos de uma mente doente

desumana e intratável."


























quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Tranco

Minha mente em página visível
Vestida de branco
Acudo-a, para quebrar o seu silêncio
Observo as linhas, esperando mancha-lás

(Eduardo Salarini)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Como o vento e as paredes

As paredes me observam
Ficam caladas, me esperando
No entanto, me vejo
Assim como elas

O vento passa, urgindo, atropelando
Passa rápido, suave, com força
Só para por si e assim fica
Olhando as paredes
Calmo, sereno, esperando...
No entanto, me vejo
Como o vento

As paredes barram o vento
Mas o vento não para
O vento derruba paredes
Mas as paredes continuam duras
No entanto, me vejo
Como o vento e as paredes

A parede mantém-se presa
É tão dura, mas ainda sente
O vento é flexível, é livre
É sensível e indiferente
 
 (Eduardo Salarini)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Maria que só observava

Maria, da janela, abstraia
"Terra, tão graciosa."
Ao mundo, agarrada com seu olhar
Paisagens lindas ela via...
O vinho, em goles se ia
Estava ela ali,
Querendo renascer, querendo reviver...
Assim os dias foram-se
O que tinha, todo seu potêncial jazer
E nada fez... Perdeu-se em monotonia
Encantada com a vida

(Eduardo Salarini)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O Apaixonado

Diferentes histórias, poemas e cantos me dizem
Aquilo que todos já sabem sobre o amor
Mas apenas no seu sorriso inspirador vejo o que dizem as entrelinhas:
Da vida, está toda graça e tormenta

Vejo as ameaças de meu mundo acabar
Em meu vôo sobre colosso abismo
Apavoro-me? Fechos os olhos e sigo, com as asas do perigo
Simulo olhares e me entrego aos devaneios desse idealismo
Afim de que eu não perceba minha queda

O doce e o amargo,
O prazer e a dor,
Toda a vida nesse único ser
Que me fitou sem misericórdia

Não pensaste em mim? Seu egoísmo fora tão grande assim?
Destruiu toda minha vida, meu cético futuro
Tornou-me o mais ridículo dos homens
Encheu-me de amor e ciúmes de seu corpo
Fizeste-me seu escravo de corpo e alma, assim como a quero para mim

(Eduardo Salarini)

domingo, 28 de agosto de 2011

Meu "somente-nada"

Você que diz sem ter o que dizer
Diz que me ama sem a mim pertencer
Das razões que tive para amar
Você foi a maior

Dê-me, o meu, um romance
Desses que se vão
Pois não quero discutir amores
Somente fazer minha imaginação

Futuramente não precisarei muito imaginar
Quando o meu amor chegar
Enquanto isso, eu aceito
Esse tal “somente-nada”

(Eduardo Salarini)

domingo, 21 de agosto de 2011

O Chamado ao Vento

Vejo a mata se remexendo
Felizes em um diálogo silencioso
Sobre o vento brincalhão
Até que deparam-se em sorrisos

Fazem-se risos sinceros
Por uma velha e longa amizade
Que seguem nessa ligação
De mundos, mentes e ventos

Chega rápido o bardo
Admirado e a cantar
Entre árvores de belos contrastes
Este segue seu caminho a observar

No alto da montanha chega
Aquele jovem bardo, tão alegre
Solta um grito, ainda a admirar
Um grito belo e exemplar!

Ouviu, o vento, tal brado
Rápido correu ele, assustando até árvores
Para ao bardo chegar
Pois majestoso e sábio foi dele o chamado

(Eduardo Salarini)