Talvez seja hora de partir e voar
Mudar radicalmente meus costumes
Ir para além das nuvens
Respirar ventos sem perfumes
Assear-me de qualquer azedume
Então, voar para as estrelas...
Para o nascer de um novo sol
Dar-me ar de novos anseios
Vagar por aí...
Vagar-me por aí
Voltar para o gozo de minha solitude
(Edurdo Salarini)
Versos livres
Versos de um coração quente
Ou frutos de uma mente doente
desumana e intratável."
segunda-feira, 3 de junho de 2013
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Oscilante
Presente meu corpo imóvel
Inerte? Supostamente,
No entanto, mente
Inquietante a mente dança
Próximo? Singelas curvas
Passos, gestos, ritmo
Formosa dança incorrupta
Acanhei-me dançando...
Danço calado com alma
Eu cá e aqui, ela cá e logo lá
Dela passos dos meus difere
Não sou seu parceiro
Nem sirvo de ser
No entanto, mente
Inquietante a mente dança
Próximo? Singelas curvas
Passos, gestos, ritmo
Formosa dança incorrupta
Acanhei-me dançando...
Danço calado com alma
Eu cá e aqui, ela cá e logo lá
Dela passos dos meus difere
Não sou seu parceiro
Nem sirvo de ser
(Eduardo Salarini)
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Tranco
Minha mente em página visível
Vestida de branco
Acudo-a, para quebrar o seu silêncio
Observo as linhas, esperando mancha-lás
(Eduardo Salarini)
Vestida de branco
Acudo-a, para quebrar o seu silêncio
Observo as linhas, esperando mancha-lás
(Eduardo Salarini)
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Como o vento e as paredes
As paredes me observam
Ficam caladas, me esperando
No entanto, me vejo
Assim como elas
O vento passa, urgindo, atropelando
Passa rápido, suave, com força
Só para por si e assim fica
Olhando as paredes
Calmo, sereno, esperando...
No entanto, me vejo
Como o vento
As paredes barram o vento
Mas o vento não para
O vento derruba paredes
Mas as paredes continuam duras
No entanto, me vejo
Como o vento e as paredes
A parede mantém-se presa
É tão dura, mas ainda sente
O vento é flexível, é livre
É sensível e indiferente
Ficam caladas, me esperando
No entanto, me vejo
Assim como elas
O vento passa, urgindo, atropelando
Passa rápido, suave, com força
Só para por si e assim fica
Olhando as paredes
Calmo, sereno, esperando...
No entanto, me vejo
Como o vento
As paredes barram o vento
Mas o vento não para
O vento derruba paredes
Mas as paredes continuam duras
No entanto, me vejo
Como o vento e as paredes
A parede mantém-se presa
É tão dura, mas ainda sente
O vento é flexível, é livre
É sensível e indiferente
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Maria que só observava
Maria, da janela, abstraia
"Terra, tão graciosa."
Ao mundo, agarrada com seu olhar
Paisagens lindas ela via...
O vinho, em goles se ia
Estava ela ali,
Querendo renascer, querendo reviver...
Assim os dias foram-se
O que tinha, todo seu potêncial jazer
E nada fez... Perdeu-se em monotonia
Encantada com a vida
(Eduardo Salarini)
"Terra, tão graciosa."
Ao mundo, agarrada com seu olhar
Paisagens lindas ela via...
O vinho, em goles se ia
Estava ela ali,
Querendo renascer, querendo reviver...
Assim os dias foram-se
O que tinha, todo seu potêncial jazer
E nada fez... Perdeu-se em monotonia
Encantada com a vida
(Eduardo Salarini)
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
O Apaixonado
Diferentes histórias, poemas e cantos me dizem
Aquilo que todos já sabem sobre o amor
Mas apenas no seu sorriso inspirador vejo o que dizem as entrelinhas:
Da vida, está toda graça e tormenta
Vejo as ameaças de meu mundo acabar
Em meu vôo sobre colosso abismo
Apavoro-me? Fechos os olhos e sigo, com as asas do perigo
Simulo olhares e me entrego aos devaneios desse idealismo
Afim de que eu não perceba minha queda
O doce e o amargo,
O prazer e a dor,
Toda a vida nesse único ser
Que me fitou sem misericórdia
Não pensaste em mim? Seu egoísmo fora tão grande assim?
Destruiu toda minha vida, meu cético futuro
Tornou-me o mais ridículo dos homens
Encheu-me de amor e ciúmes de seu corpo
Fizeste-me seu escravo de corpo e alma, assim como a quero para mim
(Eduardo Salarini)
Aquilo que todos já sabem sobre o amor
Da vida, está toda graça e tormenta
Vejo as ameaças de meu mundo acabar
Em meu vôo sobre colosso abismo
Apavoro-me? Fechos os olhos e sigo, com as asas do perigo
Simulo olhares e me entrego aos devaneios desse idealismo
Afim de que eu não perceba minha queda
O doce e o amargo,
O prazer e a dor,
Toda a vida nesse único ser
Que me fitou sem misericórdia
Não pensaste em mim? Seu egoísmo fora tão grande assim?
Destruiu toda minha vida, meu cético futuro
Encheu-me de amor e ciúmes de seu corpo
Fizeste-me seu escravo de corpo e alma, assim como a quero para mim
(Eduardo Salarini)
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